Surdez e trabalho #3
A comunicação como primeiro desafio para a inclusão
Setembro Azul é o mês dedicado à inclusão e valorização da comunidade surda, um período de reflexão sobre a importância da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e da participação plena das pessoas surdas na sociedade. Durante este mês, diversas datas significativas são celebradas pela comunidade surda:
6 e 11 de setembro: Lembrança do Congresso de Milão (1880), quando as línguas de sinais foram proibidas na educação de surdos. Relembrar essas datas reafirma a necessidade de fortalecer continuamente todos os aspectos que constituem a identidade surda, incluindo a língua.
23 de setembro: Dia Internacional da Língua de Sinais, celebrando seu papel essencial como ferramenta de comunicação e expressão cultural.
26 de setembro: Dia Nacional do Surdo, data em que, em 1857, foi fundado o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), marco fundamental da educação inclusiva no Brasil.
Último domingo de setembro: Dia Internacional do Surdo, reforçando a visibilidade, os direitos e a inclusão plena da comunidade surda.
30 de setembro: Dia do Profissional Tradutor e Intérprete de Libras, reconhecendo a importância desses profissionais na mediação da comunicação entre surdos e ouvintes.
A cor azul, símbolo do Setembro Azul, remonta a um passado de opressão, quando os nazistas identificavam as pessoas com deficiência com uma faixa azul. A comunidade surda ressignificou essa cor como um símbolo de resistência, superação e luta por direitos e reconhecimento cultural. (Fonte: UFMG)
Sabendo da importância desse período de mobilização, este boletim dedica-se a discutir a inclusão econômica das pessoas surdas, abordando os desafios enfrentados no mercado de trabalho e apontando caminhos para ampliar oportunidades e fortalecer a participação ativa da comunidade surda na sociedade.
Inclusão em números
Saiba dados estatísticcos sobre a inclusão econômica de pessoas surdas clicando aqui.
Cientificamente falando
Escolarização e inserção da pessoa com deficiência auditiva no mercado de trabalho formal na cidade de São Luís — Autora: Maria José Rabelo Aroucha (Uema)
Nessa dissertação, a autora relaciona escolarização de pessoas surdas e inserção delas no mercado de trabalho. Texto disponível clicando aqui.
Inclusão laboral da pessoa surda: a relação educação/trabalho — Autora: Josiane Coelho da Costa (UFMA)
Nessa dissertação, a autora estabelece num contexto local como a educação tem relação direta com a inclusão de pessoas surdas no mercado de trabalho, embora a presença deles no ensino superior ainda seja quase inexpressiva. Texto disponível clicando aqui.
Fique sabendo
O Ministério do Desenvolvimento Social lançou edital para implementação de 20 cuidotecas no Brasil, como parte da Política Nacional de Cuidados que atende crianças com e sem deficiência de 3 a 12 anos. Devem ser enviadas propostas até o dia 01/10 e a previsão é que o resultado esteja disponível dia 20/10. Para saber mais, clique aqui.
Você já conhece o Manual de Acessibilidade em eventos presenciais? Foi criado e publicado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Nesse documento, estão apresentados os recursos de inclusão, etapas de planejamento e dicas sobre comunicação. Para ler o documento, inclusive na versão acessível, clique aqui.
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Todos os episódios estão disponíveis em vídeo, com tradução para Língua Brasileira de Sinais como forma de valorização da diversidade para ampliar a discussão sobre a solução de problemas e criar outros comuns.
Para assistir, basta acessar o canal no YouTube do ETC UFMA.
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Pesquisa: Victória Chaves e Gabriel Bartowski;
Curadoria: Fabianne Matos e Uelison Natan;
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